domingo, 6 de junho de 2021

CAROLINA DE JESUS - série escritores brasileiros por @Lauraflores.inspirandovidas

 


>>> Carolina de Jesus ( 1914 - 1977)


É  mesmo mais uma belíssima e surpreendente  história!

Nascida em 1914, em Minas Gerais, neta de escravos, filha de agricultores, e vivendo na zona rural, Carolina Maria de Jesus, abandou a escola ( que ingressou por influencia de uma fazendeira rica de sua região) no segundo ano, por já saber ler e escrever, passando a exercer sua escrita. Sua infância foi repleta de dificuldades, agressões físicas e desafios diverrsos.

Negra retinta, foi a primeira escritora  negra do Brasil e viveu  na favela do Canindé, SP  após o falecimento de sua mãe, em Minas Gerais.

Faleceu início de 1977, exatamente o ano que eu nasci, e não chegou a ser conhecida e reconhecida pelo grande público, tendo a maioria de suas obras como anônimas.

Sua obra mais conhecida, é O QUARTO DO DESPEJO, mas trago aqui alguns de seus poemas, igualmente belos!
Agradeço a você, Carolina, pela sua coragem e persistência pela sua arte, pela sua vida, tão sofrida e hoje, visualizo-a como tão cheia de significado!


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Quem assim me vê cantando

Pensará que sou feliz

Eu levo a vida pensando

No homem que não me quis

Ensinou-me a gostar dele

E disse: minh'alma pé sua

Quando viu que eu lhe amava

Mostrou-me a Porta da rua

Vai, vai-te embora e me deixa em paz

Vai, vai, e não volta nunca mais

Carolina de Jesus

 


 

DÁ-ME AS ROSAS

Carolina de Jesus



No campo em que eu repousar
Solitária e tenebrosa
Eu vos peço para adornar
O meu jazigo com as rosas

As flores são formosas
Aos olhos de um poeta
Dentre todas são as rosas
A minha flor predileta

Se a afeiçoares aos versos inocentes
Que deixo escritos aqui
E quiseres ofertar-me um presente
Dá-me as rosas que pedi.

Agradeço-lhe com fervor
Desde já o meu obrigado
Se me levares esta flor
No dia dos finados.

Mão que Auxiliam a menos de 10⁰ - Laura Flôres Poesia

Mais do mesmo, vai saber. Não, só mais pra agradecer. E o dia 24.06 foi desses dias. Seria impossível não relatar em uma crônica, poi...