quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Capaz de Amar - Laura Flores





Vem aquela sensação horrível! Sei que posso, que consigo, que sou capaz, mas algumas pessoas insistem em tentar me provar que não.
Pior ainda, tentam repetidamente com ações, olhares, atitudes, palavras, reforçar a nós, pessoas com deficiência, se assim preferir chamar, que nós não conseguimos. Neste caso executar ou compreender algo.
Tarefa dada para mim, na maioria das vezes, é tarefa cumprida. E não dou mais importância para a “torcida”, apenas faço o que precisa ser feito.
Ah, comportamento esquisito, não é?
Culpa dele: do capacitismo. Em sociedades capacitistas já se parte do pressuposto que a pessoa com deficiência não é capaz. É a discriminação ou preconceito social com pessoas com qualquer tipo de deficiência que a rege. Dentro de sociedades capacitistas, a não deficiência é tida como o normal e ter um deficiência é algo que deve ser curado, tratado ou corrigido. Geralmente nessas sociedades, a pessoa capacitista dirige-se ao acompanhante do deficiente e não a ele, ratificando o que foi tratado anteriormente.E nessas sociedades advém a noção que pessoas com deficiência são inferiores a pessoa sem deficiência. Ora, pois, é dolorido e quase inaceitável esse tipo de pensamento.
“O capacitismo pode ser relacionado às pessoas com deficiência assim como o racismo pode ser relacionado a pessoas com cor de pele diferente, ou como o machismo para as mulheres. Se baseia numa determinada concepção anatomicamente padronizada, ou seja, um padrão de corpo definido como perfeito, típico da espécie humana.” 
Hoje eu faço o que preciso fazer, dentro das minhas possibilidades, no meu tempo e da melhor forma que consigo executar! Sou Laura Flores com alegria e orgulho!
30.08.17
Ando cansada! E já faz algum tempo.
Falando-se de tempo cronológico, uns oito anos.
Não vejo as coisas mudarem. Nem consciência, nem atitudes, tampouco ações.
Quero aquela nova consciência como se diz por aí.
Se chego em um ambiente e sinto-me deslocada ou desconfortável, não encontro coerência nos pensamentos, de acordo com minhas novas impressões com relação à vida, simplesmente vou para o "back stage" da cena.
Não, senhor! Não discuto, nem reluto, tampouco discordo.
Melhor mesmo é o silêncio. Como naquela velha frase, meio que um chavão, "falo nada, só observo" e meu olhar, acredito que fale por mim.
A valorização do se ser. do tal poder, muitas vezes está entranhada em pequenas ações ou disfarçada de "boa pessoa".
Amo ver a simplicidade de uma flor, o voo de uma pequena borboleta, a leveza de uma dança simples, sem muito rodopio e cheia de sentimentos. Amo o simples mesmo, uma volta de pedalinho, de bicicleta, um bom gole de café, um passeio pelo parque, um abraço bem gostoso! Essa sou eu hoje...
E vivo tão feliz. Eu com as minhas limitações e você com as suas, mas hoje eu sei que eu com minha consciência que poucos tem!

Canal Inspirando Vidas - Laura Flores >> Youtube (( Inscreva-se))


https://www.youtube.com/watch?v=dVnFANDt3NQ

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Poesia para Hoje - Confira [escrita.com.br]

Estamos reunindo nossos poemas e textos na Biblioteca dos Escritores

http://www.escrita.com.br/leitura.asp?Texto_ID=43724
www.escrita.com.br

Vá lá e prestigie meus escritos e de tantos outros colegas.

Despacito - 2 Cellos

Como minha educação foi dentro da música, aonde me esclareceram e apresentaram diversos artistas de música popular e clássica, sinto-me muito bem embalada por esta arte.
Mais uma linda canção que lhes trago e faço questão de divulgar.

https://www.youtube.com/watch?v=D9LrEXF3USs

Mão que Auxiliam a menos de 10⁰ - Laura Flôres Poesia

Mais do mesmo, vai saber. Não, só mais pra agradecer. E o dia 24.06 foi desses dias. Seria impossível não relatar em uma crônica, poi...