Lavei meu rosto na água gelada do Outono. “Olheiras”, o espelho denuncia.
Pela minúscula janela do banheiro, o céu cinza, grita o frio que ronda esta manhã de Domingo.
Lá fora, os pássaros agasalhados sob seu manto de penas cantam, e em seu cantar, exultam na possibilidade de que as nuvens tragam a chuva.
A natureza é sábia. Nós humanos, embora a ela pertençamos e nos denominemos “sapiens”, vivemos em conflito com as estações. Os pássaros não. Eles cantam, e voam e fazem da revoada, o encanto.
Um dia, quando eu tiver evoluído o suficiente para entender de natureza, quererei ser natureza-pássaro. Quero ganhar meus dias a voar e a cantar, mesmo com o risco das arapucas e das pedras de estilingue. Viver é ter coragem se arriscar mesmo. E, quererei ensinar meus filhos a voarem sem mim, tão logo tenham penas. O farei sem pena, só por ser natureza sábia.
Quero fenecer das asas cansadas e do canto acabado. Mais nada.
Pela minúscula janela do banheiro, o céu cinza, grita o frio que ronda esta manhã de Domingo.
Lá fora, os pássaros agasalhados sob seu manto de penas cantam, e em seu cantar, exultam na possibilidade de que as nuvens tragam a chuva.
A natureza é sábia. Nós humanos, embora a ela pertençamos e nos denominemos “sapiens”, vivemos em conflito com as estações. Os pássaros não. Eles cantam, e voam e fazem da revoada, o encanto.
Um dia, quando eu tiver evoluído o suficiente para entender de natureza, quererei ser natureza-pássaro. Quero ganhar meus dias a voar e a cantar, mesmo com o risco das arapucas e das pedras de estilingue. Viver é ter coragem se arriscar mesmo. E, quererei ensinar meus filhos a voarem sem mim, tão logo tenham penas. O farei sem pena, só por ser natureza sábia.
Quero fenecer das asas cansadas e do canto acabado. Mais nada.
Rosângela Sumariva - Rosa Suma
03/06/2018
03/06/2018