"As borboletas monarcas são as mais conhecidas da América do Norte.
São famosas por sua longa trajetória de migração, do Canadá ao México,
num período de três a quatro gerações.
Elas fazem uma migração maciça para o sul, que começa em agosto e vai
até a primeira geada. E uma outra migração, para o norte, se inicia na
primavera do hemisfério norte. É a única borboleta que migra para ambas
as direções, como os pássaros fazem regularmente, mas nenhum indivíduo
completa toda a jornada. Sua duração de vida é de menos de dois meses,
para as que nascem no começo do verão. A última geração do verão entra
em uma fase não-reprodutiva conhecida como diapausa, que pode durar sete
meses ou mais.
No final de outubro, a população a leste das Montanhas Rochosas migra
para os santuários da Reserva de Biosfera Mariposa Monarca dentro do
Cinturão Mexicano Transvulcânico, nas florestas de pinheiros dos estados
de Michocán e México. A população ocidental atravessa o inverno em
diversos lugares na costa da Califórnia.
O que sustenta esta migração? Os padrões de vôo parecem ser herdados,
baseados em uma combinação da posição do sol no céu e de um compasso
orientado pelo tempo que depende de um relógio circadiano baseado nas
antenas das borboletas. Pesquisas sugerem que elas podem também usar o
campo magnético da terra como orientação. Os relógios internos regulam
tudo, do sono à alimentação e reprodução. Mas como isto é possível?
Ao mapear os fundamentos moleculares do relógio circadiano das
borboletas, pesquisadores descobriram uma proteína comum em animais e
insetos. São elas que ajudam a utilizar o sol como guia.
Steven Reppert, um neurobiólogo da Universidade de Massachusetts
disse que “o cérebro de uma borboleta não é maior que a cabeça de um
alfinete, e mesmo assim tem uma capacidade impressionante.” A descoberta
pode significar que os cientistas poderiam estar começando a entender o
relógio biológico humano de forma mais exata. O efeito da luz é muito
evidente em humanos, de problemas de sono como a insônia a questões de
saúde em pessoas que trabalham dois turnos. Esta proteína pode ser a
chave para compreender estes e outros problemas, como a desordem afetiva
sazonal.
Estudar as
borboletas 'produz informação crucial sobre a natureza da vida'. "
Blog com ações de, Laura Flôres Inspirando Vidas, e. um pouco de sua história: Bailarina porta-voz da inclusão PcD/SC, artista. Livros e palestras *Desde 1996* Contatos: lauraflores.suave@gmail.com
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